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Últimas notícias da Construção Civil

1 - Diminui o número de pessoas que pagam aluguel
2 - Os preços dos imóveis já atingiram o topo?
3 - SP lança recorde de escritórios em 2011
4 - Investimento em imóvel comercial atrai jovens
5 - Preço do imóvel para vender dispara em relação a aluguel
6 - Rocco, Vidal +arquitetos é indicado ao prêmio Interior Design Awards
7 - Mercado de alto luxo no Rio carece de comprador
8 - Setor imobiliário derruba lucro global
9 - Tragédia do Rio: Secovi-SP orienta síndicos sobre obras em condomínios
10 - Cidades próximas da capital de São Paulo se tornam alternativas para morar e investir
1 - Diminui o número de pessoas que pagam aluguel

Diminui o número de pessoas que pagam aluguel

A alta nos aluguéis em São Paulo somada à maior oferta de crédito imobiliário têm feito diminuir o número de locatários e aumentar o índice de proprietários na cidade. De acordo com uma pesquisa da imobiliária e administradora Lello, feita com mais de 1,5 mil pessoas, um em cada quatro inquilinos da capital que devolveram as chaves da unidade aos locadores conseguiu comprar a casa própria. Para quem ainda não conseguiu fazer a aquisição, os melhores preços estão na Zona Leste. Em São Miguel Paulista, por exemplo, o valor do metro quadrado está R$ 2.791.

“A ausência de infraestrutura no transporte faz com que as pessoas queiram ir para perto do trabalho. E o aumento na renda da população viabiliza isso. Por questões de segurança e infraestrutura de lazer, a procura por apartamentos tem sido muito maior do que por casas”, afirma o diretor financeiro da construtora Eztec, Antônio Emílio Clemente Fugazza.

Para o executivo, o mercado imobiliário deve continuar aquecido pelos próximos dez anos. “A demanda vai continuar forte e os preços dos imóveis não vão parar de subir”, afirma. “Não vamos ter picos de valorização, como tivemos há dois anos, mas a escassez de terrenos vai contribuir para o aumento nos preços”, diz.

Os bairros com mais lançamentos em 2011 foram Itaim Bibi e Vila Andrade (próximo à Favela de Paraisópolis, ambos Zona Oeste; e o Cambuci, na região central (veja a lista abaixo). Na última década, a Vila Andrade foi o distrito da capital que mais cresceu. A população do bairro aumentou em 72%.

Mas regiões menos valorizadas também aparecem na lista. Na Vila Prudente, Zona Leste, foram construídas 843 unidades. No Campo Limpo, Zona Sul, foram 780 unidades. No Jardim São Luís, na mesma região, foram 628 lançamentos.

Novos proprietários

O levantamento da Lello revela que entre janeiro e novembro de 2011, 26% dos locatários que deixaram as unidades informaram a compra da casa própria como razão para o cancelamento do contrato de aluguel. Outros 18% entregaram as chaves porque foram morar em outra cidade ou estado e em 15% dos casos o proprietário pediu a unidade de volta.

O levantamento apontou ainda que 10% dos locatários que entregaram as chaves alegaram mudança para um imóvel mais próximo de seus locais de trabalho, 9% alugaram um imóvel maior, 5% foram para imóveis menores e 4% alegaram valor alto do aluguel como motivo para o rompimento do contrato.

Da Redação, original Diário de S. Paulo.

07/02/2012 22:00:00

2 - Os preços dos imóveis já atingiram o topo?

Os preços dos imóveis já atingiram o topo?

O Índice FipeZap de janeiro mostrou que a alta nos preços dos imóveis residenciais brasileiros permaneceu em 1,1%, mesmo percentual do mês anterior. A valorização entrou num ciclo de queda a partir de abril de 2011, quando os preços registraram alta de 2,7%. Mas será que isso é sinal de que um ciclo de desvalorização está por vir?

Ainda é cedo para falar em desvalorização, mas parece que os preços de fato estão se acomodando. A alta valorização dos últimos quatro anos não deve permanecer, o que leva o investidor a refletir: quem tem um imóvel com o qual deseja lucrar e que tenha aproveitado a alta dos últimos tempos já pode pensar em se desfazer dele.

Quem deseja comprar a casa própria, porém, deve refletir: esperar uma desvalorização pode ser arriscado - pois não se sabe se ou quando isso deve ocorrer; por outro lado, com altas menores e sem perspectiva de novos saltos, a decisão de compra pode ser mais ponderada.

O desempenho dos imóveis residenciais, porém, varia de cidade para cidade. No Rio de Janeiro, janeiro registrou uma alta ligeiramente maior que dezembro, de 1,3% contra 1,1% no mês anterior. Já em São Paulo, a queda na valorização foi de 1,4%, contra 1,2% em dezembro. Belo Horizonte e Fortaleza registraram altas bem modestas: de 0,5% contra 0,8% em dezembro, e de 0,4% contra 0,6% em dezembro, respectivamente.

O Distrito Federal chegou a apresentar queda de 0,2% em dezembro e, em janeiro, apresentou zero de valorização. O Recife é um ponto fora da curva. Embora tenha visto uma desaceleração na valorização a partir de abril, os percentuais ainda têm sido altos em relação às demais capitais. E desde novembro, a valorização voltou a crescer. Em dezembro foi de 2,4%; em janeiro, passou para 3,4%.

Da Redação, original Revista Exame.

07/02/2012 22:00:00

3 - SP lança recorde de escritórios em 2011

SP lança recorde de escritórios em 2011

O lançamento de salas comerciais na capital paulista em 2011 foi o maior da história, chegando a 7.259 unidades, segundo dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) obtidos pelo jornal Folha de S. Paulo.

O levantamento começou em 1985. O total é 24% maior que o de 2010 e o triplo do observado em 2008. Também houve recorde na região metropolitana (12.118 unidades).

Com terrenos mais escassos e caros na capital, os novos escritórios encolheram, o que ajuda a explicar o maior número de unidades, e o valor de venda do metro quadrado aumentou.

De acordo com a Embraesp, entre 2008 - ano em que o boom do setor imobiliário começou - e 2011, o tamanho médio das salas comerciais lançadas diminuiu 30%, de 61 m² para 43 m².
O preço médio do metro quadrado subiu 54%, de R$ 7.083 para R$ 10.887 - dados referentes à capital paulista.

"Os terrenos em São Paulo estão mais escassos", diz João Crestana, presidente do conselho consultivo Sindicado da Habitação (Secovi-SP).

"Além disso, considerando o ajuste [alta] de preços dos imóveis, unidades menores são comercializadas com mais facilidade", afirma.

Roberto Coelho da Fonseca, diretor de incorporação da imobiliária Coelho da Fonseca, diz que a empresa começou a investir no lançamento de salas de até 25 m².

"Dessa forma, o valor do imóvel não fica tão alto e conseguimos alcançar o investidor iniciante no mercado imobiliário comercial."

Nova geografia

Entre os bairros que mais se destacaram quanto ao aumento de salas comerciais novas, estão Santo Amaro (zona sul), Barra Funda e Perdizes (zone oeste).

"Na zona sul, as salas se destinam, principalmente, a prestadores de serviços, como consultores, que atendem grandes empresas da região da Berrini", diz Mirella Parpinelle, diretora de atendimento da Lopes.

Já na zona oeste, novos empreendimentos residenciais de alto padrão fazem crescer a demanda por outros serviços, como o médico.

"Sempre houve lançamentos de salas comerciais em endereços mais nobres, como o Itaim", diz Luiz Paulo Pompéia, diretor da Embraesp.

"Agora cresceu a demanda em bairros fora desse eixo. Para despachantes e dentistas, basta um espaço pequeno para atender."

Coelho da Fonseca prevê mais crescimento nesse mercado. "O estoque de salas em São Paulo é baixo."

Para Pompéia, o preço está "no limite" em algumas regiões, como o Paraíso (zona sul), em que o valor médio do metro quadrado de área útil chegou a R$ 20 mil em 2011.

"Mas ainda há espaço para valorização em muitos locais, como Vila Leopoldina (zona oeste)", afirma. No bairro, o metro quadrado está em R$ 8.942.

Da Redação, original Folha de S. Paulo.

07/02/2012 22:00:00

4 - Investimento em imóvel comercial atrai jovens

Investimento em imóvel comercial atrai jovens

O investidor de pequenas salas comerciais, que compra imóveis na capital paulista para alugar ou revender, ficou mais jovem e tem renda menor do que há cinco anos.

Um estudo feito pela imobiliária Lopes para o jornal Folha de S.Paulo mostra que o público que procura imóveis nesse perfil tem, em média, 43 anos e renda familiar mensal de R$ 23 mil.

Há cinco anos, a idade média superava os 50 anos e a renda familiar era o dobro.

Os investidores eram quase sempre empresários bem sucedidos -havia pouco espaço para assalariados. Agora, 25% são executivos contratados por companhias.

O estudo considerou os compradores de empreendimentos da imobiliária em 36 bairros da cidade.

Edgar Nunes, 36, é um dos investidores recentes. Diretor de uma multinacional, Nunes comprou sete salas em um empreendimento em Santo Amaro (zona sul) lançado em 2009. Já vendeu cinco.

"Como as unidades esgotaram no lançamento, houve grande procura por revenda. Vendi as cinco depois de um mês e obtive 10% de ganho", diz. "Agora, o m² que custava R$ 6.500 supera R$ 9 mil [alta de 38%]. A previsão de entrega é 2013 e estou pensando se vendo ou alugo."

No estudo, os investidores se dividem de forma equilibrada entre os que procuram salas para revender e os que pretendem alugar.

"Hoje, conta para o investidor não só a rentabilidade no curto prazo, mas também a composição de um patrimônio para o futuro", diz Mirella Parpinelle, diretora da Lopes.

Lajes corporativas

No aluguel comercial, o grande potencial está nas lajes corporativas, com custo a partir de R$ 30 milhões.

O retorno mínimo para locação fica em 0,8% ao mês, enquanto que as salas comerciais rendem 0,6% - patamar do aluguel residencial.

No Tesouro Direto, o investidor pode ter hoje na casa de 0,8% ao mês -10% num ano, sem o desconto de imposto.

"O mercado de salas comerciais seguirá crescendo", diz Roberto Coelho da Fonseca, diretor da Coelho da Fonseca.

Da Redação, original Folha de S. Paulo.

06/02/2012 22:00:00

5 - Preço do imóvel para vender dispara em relação a aluguel

Preço do imóvel para vender dispara em relação a aluguel

De um lado, crescente oferta de crédito para aquisição. De outro, aumento pequeno de unidades para locação. O resultado dessa equação é uma disparidade entre a alta dos imóveis à venda e aqueles para locação. Segundo o índice Fipe Zap, enquanto o preço médio da venda de imóveis residenciais na cidade de São Paulo aumentou 27% em 2011, os aluguéis subiram 14,5% no mesmo período.

"Nos últimos anos houve uma facilidade maior para a classe média conseguir crédito e o preço da prestação de um financiamento ficou muito parecido com o valor da locação", diz Luiz Paulo Pompéia, diretor da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp).

Outro fator que ajuda a entender esse descolamento entre o preço dos imóveis para vender e o valor dos aluguéis é que com uma residência cada vez mais cara, fica cada vez menos atrativo investir na aquisição para alugar.

"O investidor costuma pensar duas vezes antes de investir e costuma aguardar para ver se aluguéis vão subir", diz Pompéia, da Embraesp. Isso porque o retorno do investimento leva anos e está atrelado ao valor do aluguel cobrado do inquilino.

Outra consequência apontada por Pompéia é que os investimentos em imóveis acabam migrando para a compra de unidades na planta para vendê-los quando estiverem concluídos - momento em que há valorização pelo fato de ele estar pronto. "Neste momento, o investidor pode oferecer um valor mais baixo do que o cobrado pela incorporadora e, ainda assim, será mais caro do que o que foi pago na planta."

Lei do Inquilinato

Não só motivos econômicos são causas desse movimento. Segundo especialistas, a Lei do Inquilinato (Lei 12.112), que entrou em vigor em janeiro de 2010 "tirou atratividade" do aluguel. A principal mudança trazida pela nova regra foi reduzir o prazo de desocupação de imóveis cujos inquilinos estão inadimplentes. Antes de a lei vigar, uma ação de despejo demorava cerca de três anos - com o locador sem receber o pagamento do aluguel. A nova regra estabeleceu prazo de 15 dias para os despejos. "Com a nova lei, houve uma redução da procura para a locação", afirma Pompéia.

Tendências

A alta dos preços dos imóveis para venda deve arrefecer. Segundo o Sindicato da Habitação (Secovi-SP) os aumentos de empreendimentos novos tendem a cair para 5% a 10% ao ano a partir de agora porque os preços praticados estão tornando-se inviáveis para muitos consumidores.

"A valorização será mais próxima do Índice Nacional da Construção Civil (INCC)", diz Celso Petrucci, economista-chefe do sindicato. "Quem estabelece o preço é o consumidor e a sua capacidade de pagamento, que é limitada." O INCC fechou 2011 com alta de 5,65%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"O preço do metro quadrado para compra aumentou porque no Brasil os imóveis ainda tinham possibilidade de valorização", diz Roseli Hernandes, diretora da Lello Imóveis. "Esse 'boom' de aumento de preços em vendas passou. Agora a tendência é de valorização mais equilibrada."
Confira as variações na cidade de São Paulo nos últimos seis meses*

Venda

Jul/11 - 2,2% (mês) e 16,6% (acumulado 12 meses)
Ago/ 11 - 1,7% (mês) e 18,6% (acumulado 12 meses)
Set/11 - 2% (mês) e 20,9% (acumulado 12 meses)
Out/11 - 1,9% (mês) e 23,2% (acumulado 12 meses)
Nov/11 - 1,7% (mês) e 25,2% (acumulado 12 meses)
Dez/11 - 1,4% (mês) e 27% (acumulado 12 meses)

Locação

Jul/11 - 0,7% (mês) e 11,5% (acumulado 12 meses)
Ago/11 - 0,9% (mês) e 12,6% (acumulado 12 meses)
Set/11 - 0,2% (mês) e 12,8% (acumulado 12 meses)
Out/11 - 0,4% (mês) e 13,3% (acumulado 12 meses)
Nov/11 - 0,3% (mês) e 13,6% (acumulado 12 meses)
Dez/11 - 0,8% (mês) e 14,5% (acumulado 12 meses)

*valores médios da pesquisa Fipe Zap considerando-se imóveis construídos (novos ou usados prontos para uso) com um dormitório ou mais

Da Redação, original Terra.

06/02/2012 22:00:00

6 - Rocco, Vidal +arquitetos é indicado ao prêmio Interior Design Awards

Rocco, Vidal +arquitetos é indicado ao prêmio Interior Design Awards

O site World Architecture News, fonte global para arquitetos, designers e engenheiros, promove o “Interior Design Awards 2011”, premiação que escolhe os projetos arquitetônicos mais criativos do mundo.  O prêmio é dividido nas categorias de Residências, Escritórios, Cultural, Institucional, Hotéis, Transportes, Educação e Saúde. O  Rocco, Vidal +arquitetos, foi escolhido como semifinalista em projetos de Escritórios com o projeto da Miroglio Textile, multinacional fabricante de tecidos.

Sede de uma empresa têxtil, o escritório possui pouco menos de 400 metros quadrados de área que abrigam espaços de trabalho e showroom da marca. Com ambientes totalmente integrados e amplos, os destaques do projeto ficam por conta das instalações e lajes em concreto aparente, revestimentos em madeira Cumaru e dos móveis em laminado melaminico branco.

“Concursos como o realizado pelo site World Architecture News são sempre provocativos para o panorama arquitetônico. A intenção de reunir diferentes ideias de concepção espacial gera discussões e engrandece o repertório geral dos profissionais. A nossa participação e a escolha como Semifinalistas deste seleto grupo deixa a equipe do Rocco, Vidal +arquitetos orgulhosos e demonstra que conseguimos unir todos esses conceitos com um ótimo resultado”, destaca Giovanna Oliva, arquiteta do escritório.

Para a escolha do ganhador, o Interior Design Awards 2011 analisará nos materiais apresentados, a originalidade, inovação, qualidade espacial, sustentabilidade, contexto, atendimento às solicitações do cliente e o uso em benefício da construção e da comunidade local.

Mais sobre o projeto

Miroglio Textile - Um Escritório com showroom de perfil refinado e atual, propício à criação de novos produtos e à potencialização dos negócios da grife no país. A planta retangular foi dividida ao meio, reservando espaços distintos para o funcionamento do escritório e para os clientes. A área reservada aos consumidores, onde funciona o showroom, é unificada pelo revestimento de piso e pela laje.

No lugar da recepção e seu tradicional balcão, aparece a sala de estar, espaço de acolhimento usado também para reuniões informais. Esse ambiente integra-se ao departamento de vendas por um lado e ao setor de atendimento, na extremidade oposta. A grande mesa permite mostrar peças de tecido e desenhos impressos que antecipam as próximas coleções.

O antigo forro foi removido, o que acrescentou 95 centímetros ao pé direito do conjunto e estabeleceu uma referência fabril. Mobiliário e acabamentos de tonalidades neutras fazem o pano de fundo para que os tecidos expostos assumam seu lugar de destaque na composição.
Com quase 25 metros de extensão, os expositores contornam todo o core do edifício. Sobre eles, a caixa de tela tensionada oculta o sistema de iluminação por leds e responde pelo efeito de luz difusa. Essa tela ainda é perfurada pelos cabos finos de aço que sustentam argolas para exposição dos tecidos, dando a impressão de que eles flutuam.

Como um pórtico, a divisória de concreto aparente lembra o desenho de blocos empilhados e dá ao visitante a nítida percepção de que o ambiente segue por trás dela. Nesse espaço, junto aos grandes caixilhos da fachada principal do prédio, localiza-se o setor de criação, que ocupa o ponto central da outra metade da laje e utiliza a mesma linguagem aplicada à área de atendimento ao cliente.

Junto da fachada ainda estão os escritórios da diretoria e duas salas de reuniões, que podem se integrar ao atendimento. Esses ambientes receberam forros modulares e divisórias de vidro acústico com persianas embutidas, o que garante sigilo nas reuniões.

Da Redação.

06/02/2012 22:00:00

7 - Mercado de alto luxo no Rio carece de comprador

Mercado de alto luxo no Rio carece de comprador

As avenidas Delfim Moreira e Vieira Souto são sinônimos de status no Rio de Janeiro. Sonho e desejo de nove entre cada dez cariocas, além de outros brasileiros e muitos estrangeiros, os preços dos imóveis com vista para o mar fazem este mercado andar na contramão da maior parte das negociações imobiliárias no Rio. Enquanto em outros trechos da zona Sul, um apartamento com preço menor é vendido, na maioria das vezes em menos de um mês, imóveis de alto luxo, não só na linha do mar, como também na Lagoa, ou ainda casas de alto padrão no Jardim Botânico e na Gávea, levam até um ano para serem negociadas. Isto, mesmo sem uma grande oferta no mercado.

Com preços que começam em R$ 5 milhões e podem chegar a R$ 40 milhões, esses imóveis não são beneficiados pelo farto crédito do mercado financeiro e, por isso, são negociados à vista.

O Rio de Janeiro é uma cidade cara. Na maior parte das cidades no mundo, imóveis de alto luxo começam com preços em torno de US$ 1 milhão. Aqui, imóveis no Leblon ou Ipanema, de três quartos perto da praia, podem custar R$ 2 milhões, R$ 2,5 milhões, lembra Patrícia Judice, diretora da Judice & Araujo. A corretora faz parte da Christie's International Real State, uma rede de imobiliárias que negocia imóveis em mais de 40 países, com um volume de vendas estimado em US$ 100 bilhões por ano.

Patrícia explica que apartamentos na Delfim Moreira chegam a custar R$ 40 mil o metro quadrado, o dobro da média no Leblon que é de R$ 20 mil, o bairro mais caro da capital fluminense. Só para se ter uma ideia dos preços, um imóvel de 70 metros quadrados na Gávea chega a custar R$ 1 milhão. "Mas para eles, há sim fila de espera".

Já para os apartamentos de alto luxo da zona Sul do Rio, a busca ainda é inversa. "Quando surge um imóvel de alto padrão é necessário buscar um comprador", conta a diretora. "Muitas vezes, acionamos nossa rede mundial através da Christie's", completa. Patrícia acrescenta que há investidores estrangeiros interessados neste mercado, mas há também famílias cariocas que estão enriquecendo e procuram morar num imóvel que traga mais status.

A diretora conta que no ano passado vendeu um apartamento na Delfim Moreira para um casal, no segundo casamento, que já morava numa rua interna do Leblon, mas queria ter um imóvel com vista para o mar. Os dois pagaram cerca de R$ 10 milhões por um apartamento de 300 metros quadrados.

Mas não é fácil encontrar esse comprador. Rodrigo Feliciano, diretor comercial da Brasil Brokers Ética, conta que, como as negociações são com valores altos, elas são mais lentas. "Quem vende, não quer ser muito incomodado com as visitas. E quem compra não quer aparecer tanto", diz o diretor. Mas, para facilitar o negócio, já há quem aceite parcelar o pagamento em duas ou três vezes, num prazo de seis meses. "E também existem casos em que outros imóveis entram no pagamento".

Um exemplo da longa negociação da Brasil Brokers Ética foi um apartamento de três suítes, com três vagas na garagem, na Prudente de Moraes, a segunda rua de Ipanema, que foi posto no mercado por R$ 4,5 milhões. Foram sete meses esperando um comprador e, no fim, o imóvel foi vendido por R$ 4 milhões.

Apesar disso, os dois diretores ainda veem bom negócios na região. "Há muitos imóveis que são vendidos em herança", diz Patrícia. "A zona Sul continua sendo o desejo de carioca. Muitos querem, mas poucos podem comprar", conclui Feliciano.

Da Redação, original Valor Econômico.

05/02/2012 22:00:00

8 - Setor imobiliário derruba lucro global

Setor imobiliário derruba lucro global

O banco Santander, maior na zona do euro, informou uma queda acentuada em seu lucro anual, após ter reservado dinheiro para cobrir prejuízos relacionados com retomadas de bens no setor imobiliário espanhol. Os bancos espanhóis têm em seus balanços o equivalente a centenas de bilhões de euros de terras e propriedades invendáveis e empréstimos irrecuperáveis concedidos a incorporadores falidas, quatro anos após um colapso nos setores habitacional e de construção civil.

As perspectivas sombrias do Santander para o setor vêm um dia após dados mostrarem que a economia espanhola parece a caminho de uma recessão.

O banco espanhol aproveitou a oferta do Banco Central Europeu, que disponibilizou empréstimos baratos em dezembro, disse seu presidente-executivo, Alfredo Saenz, e usou o dinheiro como um "amortecedor", em vez de emprestá-lo a tomadores. O lucro líquido do grupo caiu 35%, para € 5,35 bilhões em 2011.

Só no quarto trimestre, o lucro caiu 98% com a antecipação de regras mais duras para o reconhecimento de perdas no segmento imobiliário e com a queda nos ganhos no Reino Unido e no Brasil. O ganho recuou a € 47 milhões, ante € 2,1 bilhões no mesmo período do ano anterior.

O Santander assumiu uma provisão de € 3,2 bilhões, dos quais € 1,8 bilhão permitirá ao banco admitir prejuízos envolvendo propriedades espanholas retomadas por falta de pagamento a 50% de seu valor contábil, acima dos 31% anteriores. A depreciação de ativos imobiliários retomados pelo banco está agora em nível compatível com a "limpeza" promovida em 2009 na Irlanda, após um estouro de uma bolha semelhante.

"Eles estão sacrificando o presente para desenvolver um futuro melhor", disse Alejandro Varela, gestor de fundos na Renta 4, em Madri. "Quanto mais rápido admitirem as perdas, mais rápido veremos uma recuperação nos próximos trimestres."

O governo deve anunciar nesta semana novas regras que obrigarão os bancos a reconhecer perdas relacionadas a empréstimos concedidos a desenvolvedores imobiliários e a imóveis retomados por inadimplência, com o objetivo de limpar balanços e ampliar o fluxo de crédito para a economia. Alguns analistas ficaram desapontados com o fato de o Santander não ter rebaixado o valor contábil dos empréstimos a empreendedoras falidas na mesma medida em que o fez nos casos de retomadas de imóveis.

Completar provisões contra o setor imobiliário espanhol será prioridade neste ano, disse o presidente do banco, Emilio Botin. A exposição total do banco ao setor é de € 32 bilhões. Os créditos podres, como percentual do total de empréstimos aumentou em todo o grupo, saltando para 5,5%, na Espanha, em 2011. Os empréstimos podres podem chegar a 6% no próximo ano, na Espanha, onde uma em cada quatro pessoas está desempregada, disse Saenz. Ao contrário dos bancos nacionais mais fracos, o Santander pode absorver maiores provisões graças a seus prósperos negócios fora de Espanha, especialmente na América Latina. A Espanha contribui com menos de 10% do lucro do grupo.

Da Redação, original Valor Econômico.

05/02/2012 22:00:00

9 - Tragédia do Rio: Secovi-SP orienta síndicos sobre obras em condomínios

Tragédia do Rio: Secovi-SP orienta síndicos sobre obras em condomínios

A recente tragédia que ocorreu na cidade do Rio de Janeiro e entristeceu todo o País– o desmoronamento de edifícios no centro da capital fluminense -, colocou  todos em estado de atenção quanto à segurança dos condomínios.

No sentido de orientar síndicos e profissionais do setor imobiliário, e em face de notícias (hipóteses) de que o acidente foi motivado por obras estruturais realizadas sem atender as medidas técnicas e legais exigidas, a vice-presidência de Administração Imobiliária e Condomínios do Sindicato da Habitação (Secovi-SP) alerta para providências indispensáveis no sentido de evitar que tais fatos se repitam:

1. Os proprietários de unidades residenciais ou comerciais devem informar com antecedência a realização de obras significativas – remoção de paredes, aberturas e outras que possam impactar o edifício;

2. Os respectivos proprietários se obrigam a fornecer previamente ao síndico declaração assinada pelo engenheiro e/ou responsável técnico, na qual conste que a referida obra não altera e/ou afeta a estrutura e as instalações (hidráulicas e elétricas) da edificação, acompanhada da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), devidamente recolhida;

3. O documento também deve atestar que as obras estão de acordo com as legislações municipais, o que confere respaldo ao síndico e garante a segurança da edificação;

4. Caso se detecte no condomínio a realização de obras sem que as medidas acima tenham sido obedecidas, cabe ao síndico denunciar o fato à Prefeitura ou à Subprefeitura local, a fim de que sejam identificadas quaisquer intervenções que possam ser consideradas ilícitas ou irregulares, colocando em risco a integridade e a segurança do condomínio.

“Existe legislação adequada e suficiente para que os condôminos modifiquem a planta interna das unidades. Falamos, aqui, de alterações significativas, que não se confundem com ações de ordem ‘cosmética’, como pintura ou troca de piso. Em casos extremos, o condomínio poderá propor ação de denunciação de obra nova, a fim de suspender ou mesmo demolir obras irregulares, por meio de obtenção de liminares. O síndico é fundamental para garantir a segurança de todos, devendo acompanhar a rotina do condomínio, apoiado por informações de zeladores e funcionários”, afirma Hubert Gebara, vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Sindicato.

Da Redação.

05/02/2012 22:00:00

10 - Cidades próximas da capital de São Paulo se tornam alternativas para morar e investir

Cidades próximas da capital de São Paulo se tornam alternativas para morar e investir

A falta de terrenos na cidade de São Paulo tem feito com que os poucos lotes que ainda estão disponíveis sejam disputados pelas construtoras e incorporadoras, que, ao pagarem mais caro, também cobram valores mais altos pelos imóveis que constroem.

“Existe uma grande escassez de terrenos, principalmente nas regiões mais valorizadas da cidade, como Ibirapuera, Itaim Bibi e Vila Nova Conceição. Isso acaba refletindo no valor do metro quadrado do apartamento”, afirma o diretor de Incorporações da Sispar Empreendimentos Imobiliários, Paulo Roberto Funari.

De acordo com o executivo, na maioria desses locais, é preciso desocupar cerca de 5 a 6 residências para conseguir um terreno de proporções suficientes para construir um empreendimento. “Ficou cada vez mais caro e difícil conseguir essas áreas”, afirma.
Para se ter uma ideia, um levantamento da Geoimovel mostrou que, em Moema, o metro quadrado custou, em média, R$ 14.886 no ano passado. No Itaim Bibi, o preço por metro quadrado foi de R$ 10.737 e no Alto de Pinheiros, de R$ 10.153.

Com os valores nas alturas, o executivo aponta que comprar imóveis em cidades localizadas próximas da capital e que contam com boas perspectivas de crescimento pode ser uma alternativa interessante.

Raposo Tavares e Castelo Branco

Para Funari, as cidades da Grande SP que possuem mais potencial de crescimento estão localizadas ao longo das rodovias Castelo Branco e Raposo Tavares, ambas na região oeste de São Paulo. “Cotia (que abriga a região da Granja Viana) e Barueri são cidades que têm crescido muito, e isso gera consumo e qualidade de vida. São locais com boa infraestrutura, com rede hospitalar e escolas de boa qualidade, além de terem muitos imóveis comerciais”, diz o executivo.

Segundo ele, essas cidades se tornaram boas alternativas tanto para morar quanto para investir. “Não tenho dúvidas de que investir nessas regiões é uma boa opção. Como a tendência é que essas cidades cresçam cada vez mais, quem comprar antes vai conseguir um preço mais barato”, acredita o executivo.

O diretor da Sispar aponta que um lançamento em Barueri chega a custar  metade do que se cobra por um apartamento localizado, por exemplo, no bairro da Vila Leopoldina, na região oeste da capital paulista. “É muito mais barato e o potencial de crescimento é bastante grande”, afirma.

Investimento

O vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef) e autor do Livro “Imóveis, Seu Guia Para Fazer da Compra e Venda um Grande Negócio”, Luiz Calado, ressalta que, principalmente para aqueles que pretendem comprar um imóvel com objetivo de investimento, olhar para regiões mais afastadas e com preços ainda abaixo do valor médio cobrado pelo mercado, pode ser uma boa alternativa.

“A pessoa tem que olhar para onde a cidade está avançando e comprar baseada nisso”, afirma Calado. “Se eu sou um investidor, eu preciso ter uma visão mais abrangente e observar as regiões que estão crescendo e que me trazem boas perspectivas”, conclui o especialista.

Da Redação, original Info Money.

02/02/2012 22:00:00

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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